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♪ Graduando em Licenciatura em Música na Universidade Estadual do Ceará(UECE) ♪ Maestro e Professor de Música da Rede de Ensino Master ♪ Maestro, Coordenador e Professor de Música da Rede CUCA, Instituto Núcleo Sol e Curso Potencial ♪ Ex-Professor de teoria e prática musical do SESC, CAM e CFM ♪ Ex-Aluno de Instrumentação e Orquestração com Maestro Poty Fontenelle(UECE) ♪ Ex-Aluno de violão com o professor Marcos Maia(UECE) ♪ Ex- Aluno de Teoria e Prática Musical em Saxofone e Flauta Transversal com o Maestro Márcio Mendonça(CeFIS). ♪ Ex-Aluno de Teoria e Prática Musical em Clarinete com Maestro Costa Holanda - Escola de Música do Piamarta. ♪ Ex-Aluno de Teoria e Prática Musical em Viola com o Maestro Vazquen Fermanian(CeFIS) ♪ Ex-Aluno de violão com o professor Luciano Pereira(CeFIS) ♪ Ex-Aluno de Teoria e Prática Musical em Violino com o Maestro Gladson Carvalho e Ex-Aluno de canto/coral com o Maestro Walter Celio - Escola de Música do Julia Jorge

AGENDA - The BACKBEAT

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By Ferramentas Blog

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Ringo Starr em Recife (Maestro Roberto Holanda)




Matéria publicada no Portal Beatles Brasil - Maior Portal Beatle da América Latina.


Link: Ringo Starr em Recife por: Maestro - Roberto Holanda



Ringo Starr And His All Starr Band /Brazilian Tour

Roberto Holanda
http://maestrorobertoholanda.blogspot.com

O submarino amarelo faz parte de minha infância como poucos outros símbolos fizeam. Lembro-me bem do quão impressionado ficava ao tentar entender como uma máquina tão pequena por fora, tornava-se quase que uma cidade de tão gigantesca, quando vista por dentro. Era realmente algo mágico e lúdico para uma criança de 9 anos.

Hoje, no auge dos meus 30 anos, posso afirmar que graças a turnê brasileira de Ringo Starr e sua All-Starr Band, aquela mesma sensação mágica que o yellow submarine me causou na infância tornou-se real, e que Ringo Starr é o mago responsável por todo esse encantamento vivido por cada beatlemaníaco que esteve presente no show de encerramento da turnê.

Particularmente, referindo-me ao show do Recife, vi uma pequena casa de show ganhar a energia de um monumental estádio lotado, com torcedores gritando a plenos pulmões. Vi um pequeno público inicial crescer em progressão geométrica à medida que se aproximava o horário de abertura dos portões. Vi nosso Ringo Starr, um pequeno sujeito e corpo franzino, crescer no palco como um gigante e tocar sua bateria com o mesmo vigor do período áureo dos Beatles. Enfim, a única coisa que permaneceu constante o tempo inteiro foi o enorme amor e a imensa vontade de todos os fãs que ali estavam e permaneceram inabalados, mesmo com o visível cansaço. Sei bem, pois passei por isso com minha fiel escudeira, Cristina Araújo, que esteve ao meu lado em todos os momentos referentes ao show.

Cristina e eu saímos do aeroporto Pinto Martins, em Fortaleza, no voo das 04h20 e chegamos ao aeroporto Guararapes, no Recife, às 05h40. Lá, sentamos acampamento e esperamos pacientemente o horário mais viável para nos dirigirmos ao local do show. Estivemos em frente ao Chevrolet Hall as 10h, mas como não conseguimos avistar a presença de pessoas no local, decidimos voltar mais tarde. Era um sentimento muito estranho! Ver a frente do Chevrolet Hall vazia nos gerou uma dúvida se o show poderia ser um “desastre ” de público. Ainda mais levando em consideração que desde que chegamos à Olinda, não vimos uma divulgação à altura de um beatle. Apenas um pequeno cartaz em um shoping e nada mais.

Por volta das 13h, decidimos ir em definitivo ao Chevrolet Hall, e apesar de não haver muita gente, a atmosfera que ali estava já era um presságio de que muita coisa boa estava por vir. Os próprios fãs organizavam as filas por ordem de chegada anotando os nomes de cada pessoa em uma lista de chamada. Algo que no mínimo deve ia ser feito pela a organização do show, mas
assim são os fãs dos beatles. Eles não esperam, apenas fazem! E fazem muito bem, diga-se de passagem. Tanto que as homenagens organizadas pelos fãs-fanáticos para o nosso querido Ringão foram um show a parte e com certeza uma das mais belas e bem organizadas homenagens já realizadas para o beatle no mundo inteiro.

Foi graças a essas surpresas feitas para Ringo que tive a oportunidade de falar pela primeira vez com o incomparável José Carlos Almeida, o grande JC. Tive a oportunidade de ajudá-lo a trazer as caixas contendo o material das homenagens que seriam distribuídos às pessoas do frontstage. Daquele momento até a hora do show, conversamos em várias outras oportunidades.

Duas dessas são lembradas com muito gosto por mim: a primeira quando o time de cearenses (Cristina Araújo, eu, Kayro, Liduino e Gustavo), juntos com JC, nos reunimos em uma pequena roda ao chão e falamos durante um bom tempo sobre assuntos que não poderiam faltar, como disco preferido, música preferida, beatle preferido (e aproveitamos para fazer uma "Farra do Jô", falando palavras carinhosas ao gordo, exposto em uma capa da revista Rolling Stone). O segundo momento, quando tive a chance e sorte de poder estar com JC e com nada mais nada menos do que o mestre dos magos: Cláudio Teran. Foi realmente indescritível! Pra mim, o show realmente começou ali. Afinal, não é sempre que se tem uma aula dada pelo professor Cláudio Teran, sobre tudo aquilo que ele domina tão bem, ou seja, BEATLES! Um bate-papo delicioso, devidamente registrado, que durou até a hora de abertura dos portões. Naquele momento, eu olhava ao meu redor e a concentração do público no local já era evidente e o orgulho de estar ali fazendo parte da história da beatlemania, era revigorante! Nada poderia ser mais perfeito, absolutamente nada!

Os portões foram abertos com um certo atraso e após toda a verificação de ingressos nas catracas, foi impossível conter que minhas pernas não corressem em direção ao palco, mesmo com todos os pedidos dos seguranças da casa. Estar somente na platéia não bastava, era preciso estar perto de Ringo Starr. Saber se aquele cara era real. Saber se ele existia mesmo. Afinal, era o homem que criou a maneira “Rocker” de tocar bateria, o homem que tocou brilhantemente "Rain", criou primordiais linhas de bateria em todo o disco Sgt. Pepper Lonely Hearts Club Band, era o homem que encerrou a carreira dos Beatles com um primoroso solo de bateria em "The End". Era a voz de "Yellow Submarine" e "With A Little Help From My Friends", o personagem principal de todos os filmes em que o quarteto de Liverpool atuaram. Enfim, era um beatle! Ali, diante de nossos olhos. Eu e Cristina Araújo estivemos muito perto de Ringo Starr, bem perto da grade de proteção, grande essa que mostrou-se extremamente útil quando Ringão surgiu ao palco, pois a euforia dos fãs diante de Ringo Starr, ainda é a mesma já tão vista por nós nos vídeos que registraram o ápice da beatlemania.

E Ringo continua o mesmo “Starr” de sempre também! Uma energia no palco que deixa muitos ídolos da nova geração "no chinelo". Sem falar do carísma que parece só aumentar com o tempo. Eu vi um beatle sorridente, feliz e muito ambientizado com o Brasil. Um maestro frente à sua banda. Um artísta que deu atenção para todas as áreas do platéia e movimentou-se por todo
palco sem parar ou parecer estar cansado, aos seus 71 anos bem vividos.

Seria bobagem minha querer cita um só momento especial no show de Ringo Starr.Tudo foi maravilhoso! Mas eu diria que o frio na barriga veio com força em três momentos especiais: quando Ringo acenou e sorriu pra mim. Dois, desses três momentos foram registrados e guardados em minha câmera e eternamente em minhas memórias.

Outro momento que merece ser citado é a sensação de proximidade que a All Star Band gerou em muita gente que esteve no show. Eu mantive vários contatos visuais com três dos integrantes da banda, além de Ringo. Foram eles: Gary Wright, Rick Derringer e Mark Rivera. E todos acenaram ou sorriram de volta, retribuindo o carinho que nós, fãs, despejávamos para aqueles
monstros sagrados. Era notório que todos estavam realmente se divertindo em cima daquele palco. Não era somente show business! É saber que a vibração entre público e músicos oscilava na mesma frequência. Isso não tem preço!

Fim de show, gosto de quero mais, corpo exausto e cabeça a mil. A volta para Fortaleza poderia ser feita apenas de lembranças do show, mas havia ainda uma “cereja para ser colocada no topo do bolo”. Ao passarmos pelo saguão do aeroporto Guararapes, Cristina e eu encontramos os membros da All-Starr Band esperando seus respectivos voos - e é claro que não poderiamos perder a oportunidade vivenciar aquele presente único que o destino nos dera. Corri em direção ao multi-instrumentista e exímio saxofonista Mark Rivera. Consegui uma foto com ele e seu autógrafo em meu livro de mensagens de Fernando Pessoa. Falei a ele o quanto admirava seu trabalho e que também era saxofonista. Sem dúvida Mark Rivera é ser humano especial! Sua humildade é tão grande quanto seu talento, sem falar que sua presença na All Starr Band foi um presente para todos nós brasileiros, pois ele havia se afastado do grupo há algum tempo.

Não menos receptível foi Rick Derriger. O monstro que na noite anterior, praticamente deu um “workclass” completo sobre como tocar perfeitamente guitarra. Uma simpatia enorme e um talento indiscutível. Consegui também uma foto com ele e seu autógrafo no mesmo livro. Infelizmente após a foto eles foram chamados ao portão de embarque e não consegui o autógrafo do grande Gary Wright, que estava quase ao meu lado, mas tudo bem. Foi um momento que será lembrado para o resto de minha vida, com toda certeza! E como se não bastasse, tivemos a honra de encontrar nosso querido mestre Cláudio Teran (que também manteve contato direto com os músicos da All Ata Band) no voo de volta e papear sobre essa viagem histórica.

Agora escrevendo essa texto, lembro-me emocionado quando no final do documentário The Beatles Anthology Ringo Starr encerra dizendo que a carreira dos Beatles foi mágica! E assim eu tomo as palavras do beatle e finalizo esse dizendo que: O show de Ringo Starr no Recife foi mágico! Mágico como toda a carreira daquele menino pobre de Liverpool, que teve sua saúde
comprometida desde a infância, mas que venceu na vida com tão pouco e que ajudou a escrever um dos mais belos e importantes capítulos da história da música mundial. Para Ringo Starr, menos é sempre mais, muito mais!


Roberto, JC e Teran (e o chapéu de cangaceiro de Ringo Starr)


Peace and Love!


Mark Rivera


Rick Derriger

domingo, 6 de novembro de 2011


As Gaitas de John Lennon


Os Órgãos de Boca têm uma história muito antiga no Extremo Oriente, tendo sido primeiramente descritos na China há aproximadamente 3.000 anos atrás. Instrumentos desse tipo, de vários graus de sofisticação, são executados hoje em muitos países ocidentais.

São instrumentos de palheta livre montadas em tubos ressonantes - como são os órgãos tradicionais - no qual o executante sopra numa câmara e faz soar os tubos individualmente tapando com os dedos os furos de escape de ar, que então é forçado a passar pelas palhetas. Assim emite apenas as notas desejadas.

A versão ocidental, que é chamada de Harmônica ou Gaita, só começou a aparecer no primeiro quarto do século XIX e foi desenvolvido devido ao interesse nos Órgãos de Boca do Extremo Oriente. São instrumentos versáteis, produzidos em grande quantidade para o uso de amadores e profissionais.
Seu mecanismo é muito simples. Palhetas vibrantes são montadas em câmaras individuais. Quando o executante exala, as palhetas fixadas perto da boca (a) é que vibram. Quando ele inala, vibram as fixadas longe da boca (b). A nota emitida depende do comprimento da palheta. A língua do executante tampa as câmaras das palhetas que ele não deseja que soem. Muito barato, de fácil aprendizado, portátil e pequeno, logo tornou-se muito popular entre os praticantes de música. As concertinas, os acordeons e as escaletas são instrumentos que compartilham o mesmo princípio.

Lá por 1962, "Hey Baby", cantada por Bruce Channel, fazia grande sucesso na Inglaterra e nos EUA. A canção - incômoda, atraente, desprezada pelos adultos, cativante - tinha um belo trabalho de gaita e fazia grande sucesso entre os jovens. John Lennon foi imensamente influenciado por ela e suas performances na gaita estavam para se tornar um dos mais importantes fatores no sucesso das gravações dos Beatles no início de carreira.

Muitos sucessos dessa fase inicial apresentam excuções de gaita e elas são um fator diferencial entre as canções da época. Entretanto a maioria das análises musicais ou históricas, com as honrosas excessões de Pat Missin e Greg Panfile, passam ao largo desse fato.

As harmonicas são encontradas em dois tipos: as cromáticas e as diatônicas.
Cromáticas

As cromáticas permitem tocar todas as 12 notas usadas na música ocidental. Elas têm um botão deslizante que altera as palhetas que são tocadas permitindo execução totalmente cromática, com todos os acidentes da escala. Podem ter 10, 12 ou 16 buracos. Estão disponíveis em várias afinações, que nesse caso definem a faixa de notas disponível para o músico.


Hohner Super Chromonica
Blues Harp

As diatônicas usam apenas as 8 notas de uma escala maior. É a afinação normal para as gaitas de 10 ou 12 buracos que também são chamadas de "harpa diatônica (diatonic harp)" ou de "blues harp". Estão disponíveis em várias afinações, que nesse caso definem a faixa de notas e a tonalidade em que o instrumento pode ser executado.


Hohner Blues Harp
Echo Vampers

Há muitos fabricantes de gaitas mas o mais conceituado é a Hohner, na Alemanha. Na Europa inteira, era praticamente a única utilizada. A fábrica exportava modelos exclusivos para os EUA que se tornaram lendários. Um deles era o "Marine Band", uma diatônica de 10 ou 12 buracos. Todo gaitista europeu achava que a excelência dos gaitistas americanos era devido a disponibilidade desse modelo por lá.

Na Europa estava disponível o modelo "Echo Vamper", que era funcionalmente idêntico ao "Marine Band" mas não alcançava seu prestígio. Os europeus acreditavam que havia algo especial, quase mágico, nas "Marine Band". As gaitas com 12 buracos dessa linha tinham a característica de serem afinadas uma oitava abaixo do padrão. John usaria duas dessas gaitas, em E e em C, em duas canções.
 


Hohner Marine Band


Hohner Echo Vamper em E e C
Os Beatles, europeus, usavam exclusivamente os modelos Hohner mostrados acima. O modelo cromático da marca era chamado de "Chromonica", a gaita cromática mais popular do mundo.

Nessa canção, qual gaita?



É difícil identificar exatamente qual o tipo de gaita e sua tonalidade apenas de ouvido. Há que se conhecer profundamente o instrumento, suas sonoridades e seus detalhes de execução. Pat Missin e Greg Panfile estudaram o assunto e, apesar da excelência técnica de ambos, chegaram a conclusões diferentes. Mas não são conclusões conflitantes: as frases podem ser executadas nas gaitas diferentes que eles indicam.

Na minha opinião o trabalho de Pat Missin é mais preciso, já que utilizou vários recursos modernos de edição digital de áudio como variação de velocidade, loops de curtíssima duração, reconhecimento de frequências, etc..., que expuseram claramente os detalhes da execução - que são a impressão digital da gaita usada - e justificam suas conclusões. Os resultados estão transcritos abaixo. Quando não há outra indicação o executante é John Lennon. A marca é sempre Hohner.
Canção

• Love Me Do
• Please Please Me
• From Me To You
• Chains
• There's A Place
• I Should Have Known Better
• I'm a Loser
• Thank You Girl
• I'll Get You
• Little Child
• For The Benefit of Mr. Kite



• All Together Now
• Rocky Racoon
Gaita utilizada

Cromonica em C
Echo Vamper em E
Echo Vamper em C
Cromonica em C
Cromonica em C
Blues Harp em G
Blues Harp em C
Blues Harp em G
Blues Harp em G
Blues Harp em A
Blues Harp - Ringo Starr
Blues Harp - Neil Aspinall
Bass Harp - Mal Evans
(Tons não determinados)
Blues Harp em G
Blues Harp em C

 Características


Chromonica Hohner

Alcance: 3 oitavas
Buracos: 12
Palhetas: 48
Palhetas (material): Latão
Palhetas (espessura): 1.2 mm
Pente: Madeira (Pearwood)
Comprimento: 155 mm




Blues Harp Hohner

Alcance: 2 1/2 oitavas Buracos: 10
Palhetas: 20
Palhetas (material): Latão
Palhetas (espessura): 0.9 mm
Pente: Madeira
Comprimento: 100 mm




Echo Vamper Hohner

Alcance: 3 oitavas
Buracos: 12
Palhetas: 24
Palhetas (material): Latão
Palhetas (espessura): 0.9 mm
Pente: Madeira (Pearwood)
Comprimento: 137 mm

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